Trabalhadores, é hora de contra atacar!

Paralisar a produção e tomar as ruas nos dias 11 e 25 de novembro.

* Postado no dia 26 out. 2016 no blog da UC – Unidade Classista

 

Desde os primeiros momentos em que assumiu a Presidência da República através de um golpe parlamentar, Michel Temer tem deixado muito claro a que veio: acelerar e aprofundar a retirada de direitos dos trabalhadores e do povo em geral. O governo ilegítimo da maior máfia do país, o PMDB, expressa o fim do ciclo de governos petistas de conciliação e tem como objetivo central aplicar com mais velocidade e força a agenda empresarial que Dilma tentava mostrar-se capaz de continuar atendendo.

Temer, seus ministros e sua base no Congresso não passam de capachos designados pela burguesia para fazer o trabalho sujo de mudar a legislação no explícito sentido de: estrangular os salários da classe trabalhadora; estabelecer a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria; facilitar que os patrões façam chantagens sem ter que respeitar as leis trabalhistas (CLT); congelar os investimentos públicos, como saúde e educação, por 20 anos!

Tudo isso em busca de aumentar a exploração dos trabalhadores e economizar dinheiro público para pagar juros infinitos aos banqueiros e especuladores! Se o governo tivesse como meta “equilibrar as contas”, como querem nos convencer, não destinaria 367 bilhões de reais, quase metade do orçamento federal, em pagamento de juros a parasitas do sistema financeiro. Os gastos com a chamada dívida pública correspondem ao dobro do gasto com a Previdência, 11 vezes o gasto com educação e 12 vezes o gasto com saúde.

A burguesia e seus representantes no Executivo, Legislativo e Judiciário apontaram suas armas contra nós. A PEC 241 e as contrarreformas trabalhista e da previdência não podem ser entendidas de outra forma que não como uma declaração de guerra contra os direitos sociais e trabalhistas dos trabalhadores brasileiros. Nossos inimigos avançaram com a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 241 pela Câmara dos Deputados. Conhecido como “PEC da Morte”, esse pacote seguirá para o Senado.

Não podemos assistir parados à destruição dos nossos empregos, das escolas dos nossos filhos e das unidades públicas de saúde. Contra atacar imediatamente é uma questão de sobrevivência! Os estudantes já entenderam isso e estão ocupando mais de 1000 escolas, universidades e institutos federais em todo o país, em resposta às medidas de Temer.

A Unidade Classista convoca seus militantes e toda a classe trabalhadora a intensificar a participação nos sindicatos e movimentos de luta por moradia, contribuindo firmemente para a construção de protestos e paralisações por todo o Brasil nos dias 11 e 25 de Novembro. Não podemos confiar na maioria das direções sindicais, atualmente compostas por pelegos, burocratas e reformistas. Portanto o engajamento do campo classista e combativo será fundamental nesse processo.

 

Rumo à Greve Geral!

Unir as lutas para emancipar a classe.

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Trabalhadores da Educação do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

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